terça-feira, 15 de abril de 2014

Curiosidades da Páscoa

Páscoa ucraína no Brasil
Descendentes de ucranianos de Prudentópolis, PR, ensinam como preparar a pascha, pão mais importante para seu povo nessa data 

Texto Clarice Couto
Fotos Leandro Taques


Pêssankas, ovos pintados à mão cujos desenhos têm diversos significados



Nesta época do ano passado, precisamente no Sábado de Aleluia, véspera da Páscoa, uma multidão de mais de duas mil pessoas passou pela peculiar Igreja São Josafat, em Prudentópolis, região centro-sul do Paraná. No longo período das 8h às 17h, fiéis da cidade inteira se dirigiram àquela construção de estilo bizantino. Na calçada que a circunda, formaram um cordão humano fervoroso, que aguardava com cestas decoradas - e repletas de pães, ovos, carnes e outros itens - sua vez de receber do pároco a bênção para aqueles alimentos, que seriam consumidos ceia matinal do dia seguinte.
É dessa maneira incomum que os moradores da cidade, de 50,6 mil habitantes, vêm vivenciando a data cristã, há mais de 100 anos. Na cidade, em torno de 70% da população descende de imigrantes ucranianos (ou ucraínos, como eles preferem dizer), que chegaram ao local no final do século XIX. Ao longo das décadas, a Igreja Católica local desempenhou papel fundamental na valorização e preservação das tradições. Ainda hoje, a maior parte das missas é celebrada em ucraniano e a alimentação, os rituais e os símbolos típicos poucas alterações sofreram.
Neste mês, como esperado, tais festejos se repetiram. E, entre os muitos elementos simbólicos próprios da Páscoa celebrada em moldes ucranianos, dois conservam especial relevância: a pascha, principal alimento da festa, e as pêssankas, ovos pintados à mão com desenhos de significados variados. O primeiro, um pão salgado de sabor simples, representa, nas palavras do pároco da cidade, Eufrem Krefer, "o Cristo ressuscitado, que vem a nós como alimento espiritual, por meio da palavra, da bênção e da eucaristia".
Na cidade e na zona rural do município, a obediência às tradições é idêntica. A influência da Igreja Católica "ucraniana", com missas celebradas no idioma homônimo, é reforçada pela existência de 34 templos de estilo bizantino espalhados pelas comunidades agrícolas de Prudentópolis. A eles o povo também se encaminha com suas cestas, seguindo a prática de enchê-las com a pascha, a babka (pão doce semelhante a um panetone), carne de porco, linguiça, a típica krakóvia (embutido de sabor parecido ao da linguiça), requeijão, ricota ou manteiga (às vezes, modelada em forma de carneiro), sal, uma raiz forte chamada krim, ovos e pêssankas. Cada componente refere-se a um momento da crucificação, morte e ressurreição de Jesus.
As pêssankas, hoje vinculadas à comemoração da Páscoa cristã por ucranianos e poloneses, datam, entretanto, da era pré-cristã. No folheto da Paróquia São Josafat, explica-se que o costume de pintá--las já existia antes do nascimento de Cristo, associado ao começo da primavera e à ideia de renascimento da vida da natureza. Era comum também relacionar os ovos à vida e à morte e levá-los pintados para o cemitério. Com a adaptação das crenças ao cristianismo, as pêssankas passaram a simbolizar a ressureição de Cristo.
"A base da fé é a ressurreição, e o ovo é o símbolo da vida nova", explica o padre Krefer. O pároco conta que, na cidade, muitos já não conhecem as técnicas de pintura dos ovos. Por isso, optam por comprar exemplares artesanais para presentear amigos e parentes. Uma das artesãs dedicadas à arte milenar é Vera Lucia Daciuk, 48 anos. Neta de ucranianos, ela aprendeu a história e os métodos de produção de pêssankas em um curso ministrado na cidade. "Como entrei em um colégio de freiras muito jovem, convivi pouco com meus pais e não herdei essa tradição deles. Mas meu sonho era aprender a fazê-las", afirma.
Com instrumentos simples e firmeza nos traços, adquirida em 16 anos de experiência na atividade, Vera dá forma e cor às cascas de ovos de codorna, garnizé, avestruz, ganso e o mais usado, de galinha. Pela entrega ao trabalho, maior ainda nesta época, ela raramente tem tempo para preparar sua cesta. "Como toda a família vem de fora para a casa de minha sogra, ela se encarrega de assar a carne, cozinhar os ovos, juntar as pêssankas e levar tudo para a bênção. No domingo de manhã, por volta das 8h, arrumamos a mesa, cantamos um hino sobre a ressurreição e depois ceamos", conta a artesã. Com reflexão, fartura e arte, a Quaresma se encerra.
MAIS INFORMAÇÕES: Vera Lúcia Daciuk, tel. (42) 3446-1027, e Joanina Colecha, tel. (42) 3446-1915



Pascha, pão salgado decorado, tido como principal alimento da Páscoa ucraniana; Vera Daciuk (no canto, à direita): há 16 anos pintando pêssankas


Usando um instrumento chamado bico de pena, Vera realça desenhos da pêssanka; para pintar um ovo de avestruz (foto), ela leva até três dias

Pascha
Preparada por Joanina Colecha, quituteira de Prudentópolis

Rende um pão | Tempo de preparo: uma ou duas horas | Dificuldade: média
Ingredientes
>>> ½ quilo de farinha de trigo
>>> 1 copo (tipo americano) de leite
>>> 1 ovo
>>> ½ colher (sopa) de manteiga
>>> ½ colher (sopa) de sal
>>> ½ colher (sopa) de açúcar
>>> 1 colher (sopa) de fermento
>>> ¼ colher (sopa) de banha de porco
Como fazer
Em uma bacia, dissolva o fermento no leite ligeiramente amornado. Deixe formar uma levedura para depois acrescentar o ovo, o açúcar e o sal. Adicione a manteiga e a banha de porco, mexa e acrescente aos poucos a farinha de trigo. Sove a massa até ela ficar macia e desgrudar das mãos. Se ela estiver muito seca, acrescente um pouco de água. Coloque a massa para descansar na própria bacia, cubra com um pano limpo e deixe crescer por 20 minutos ou pouco mais. Depois, sove-a novamente e, em seguida, acomode-a em uma forma redonda (pode usar também uma forma de pudim) untada com óleo e farinha de trigo. Cubra de novo com um pano e deixe crescer por mais uns 20 minutos. Faça enfeitinhos na massa se você souber ou só pincele com a gema de um ovo. Leve ao forno alto e, quando ela começar a dourar, abaixe o fogo para que a massa fique bem assada por dentro. Demora em torno de uma hora para que ela fique pronta. Sirva com manteiga, requeijão ou outros produtos semelhantes aos da cesta, como linguiça, embutidos e carne.




Fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1709672-1488,00.html

Para que serve a Literatura?



Vamos conhecer um pouco sobre a leitura da literatura?
No link abaixo você vai descobrir um pouquinho mais sobre esse assunto.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Contação de Histórias

Shirlei Torres
        
Há muitos e muitos anos que a contação de histórias habita o mundo das escolas, mas muitos professores ainda não descobriram o quanto as histórias podem ajudá-los em sua missão de educadores. Muitos utilizam as histórias, quando utilizam, apenas para acalmar os alunos e não vêem as várias possibilidades de uma boa história.
Podemos dizer que o principal objetivo de contar uma história em sala de aula é DIVERTIR, estimulando a imaginação dos alunos. Mas juntamente com este clima de alegria e interesse que a história desperta pode a história atingir outros objetivos, como: educar, instruir, desenvolver a inteligência, ser o ponto de partida para ensinar algum conteúdo programático ou mesmo ser um dos instrumentos para tentar entender o que se passa com os alunos no campo pessoal, pois, muitas vezes, durante a história eles falam do que os está incomodado sem vergonha ou medo, já que se vêem dentro da mesma.
Uma história bem contada pode ajudar o aluno a interessar-se pela aula. Permite, em geral, a auto-identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis e ajudando a resolver conflitos. Agrada a todos sem fazer distinção de idade, de classe social, de circunstância de vida.
Quando o professor decide contar uma história é necessário que a escolha com muito cuidado e carinho, pois ela deve ser adequada à faixa etária, ao interesse dos ouvintes, aos objetivos do próprio professor. A escolha da história funciona como uma chave mágica e tem importância decisiva no processo narrativo.
Geralmente, os professores acham que é necessário um talento especial para contar histórias, mas não é. Todo professor tem dentro de si um contador de histórias, apenas precisa encontrá-lo e aprimorá-lo. Para que isto aconteça podem-se levar em consideração, segundo Malba Tahan, algumas características que um bom contador de histórias deve ter: 

1ª - Sentir, ou melhor, viver a história; ter a expressão viva, ardente, sugestiva.
                        A história deve despertar a sensibilidade de quem a conta, sem emoção, não terá sucesso. 
2ª - Narrar com naturalidade, sem afetação.
                        O vocabulário utilizado deve ser adequado ao público ouvinte. Na oralidade é preciso ser mais claro e objetivo, sendo necessário, às vezes, completar as ideias da história. 
3ª - Conhecer com absoluta confiança o enredo.
                        O contador tem que estar seguro sobre o que vai contar, do contrário é melhor não contar. 
4ª - Dominar o interesse do público.
                        Sempre buscar maneiras de fazer com que os ouvintes permaneçam concentrados na história. 
5ª - Contar dramaticamente.
                        O contador pode se passar por algum dos personagens ou por todos. 
6ª - Falar com voz adequada, clara e agradável.
                        Não convém falar em falsete ou impostando a voz, a não ser que seja em momentos específicos para caracterizar um personagem. 
7ª - Ser comedido nos gestos.
                        Se exagerar em gestos sem objetivos, quando fizer um que seja necessário para melhor entender a história, não será notado. 
8ª - Ter espírito inventivo e original.
                        Contar as histórias com suas próprias palavras – contar o que está velho de forma nova. Se a história for de livro deve ser adaptada, pois a linguagem escrita é diferente da oral. 
9ª - Ter estudado a história.
             Não é necessário decorar, mas sim testar diversas possibilidades de exploração oral para contar com espontaneidade.
               Não se apavore com esta lista que Malba Tahan traz, são apenas dicas que funcionam. Assim como estas, deve haver muitas outras para colocar em prática seu lado contador de histórias. Como foi dito antes, todo professor tem um contador dentro de si próprio e pode vir a encontrá-lo através de tentativas práticas e não teóricas, por isso a chave para descobrir é tentando.
Na utilização da contação de histórias em sala de aula todos saem ganhando, seja o aluno, que será instigado a imaginar e criar, seja o professor, que terá uma aula muito mais agradável e produtiva.  
BIBLIOGRAFIA:
SILVA, Maria Betty Coelho. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 1986.
TAHAN, Malba. A arte de ler e de contar histórias. Rio de Janeiro: Conquista, 1957.


Fonte: http://espelhosocial.musicblog.com.br/1581/Contacao-de-historias-em-sala-de-aula/

sábado, 8 de março de 2014

TODAS AS ARTES DA MULHER!

Exposição Literária "Todas as Artes da Mulher" acontece na Biblioteca Estadual Dr. Isaías Paim em Campo Grande; pode ser visitada até o dia 31 de março de segunda a sexta-feira das 7h30min às 17h30min.

Clique no selo, abaixo, da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim que você terá acesso a mais informações sobre o evento. 

Vamos prestigiar!!!




segunda-feira, 11 de novembro de 2013